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SII em crianças e adolescentes

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Primeiro, o médico

Dor abdominal recorrente é uma das queixas mais comuns na pediatria, e na maioria das vezes não é SII. Antes de qualquer restrição alimentar, é preciso excluir doença celíaca, intolerâncias, parasitas e outras causas. Restringir a alimentação de uma criança sem diagnóstico é arriscado e pode mascarar o problema real.

A dieta em crianças é diferente

Uma criança está em crescimento e precisa de cálcio, fibra e variedade. A fase de eliminação, quando é indicada, deve ser mais curta, sempre supervisionada por um pediatra ou nutricionista pediátrico, e nunca prolongada por meses.

Muitas vezes basta identificar dois ou três gatilhos óbvios, como sucos com frutose ou chicletes com polióis, sem fazer o protocolo completo.

O lado emocional conta muito

Nas crianças, a ligação entre ansiedade e barriga é ainda mais forte. Dores que aparecem em manhãs de escola e somem no fim de semana dizem muito. Isso não significa que a dor é inventada, significa que o eixo intestino-cérebro está funcionando a todo vapor.

Evite transformar as refeições num campo de batalha ou fazer a criança se sentir diferente à mesa. A comida deve continuar sendo um prazer.

Na escola

  • Converse com a escola sobre acesso livre ao banheiro, que é o que mais angustia as crianças.
  • Lanches seguros e parecidos com os dos colegas, para não haver constrangimento.
  • Avise quem prepara as refeições sobre os dois ou três alimentos a evitar, sem listas intermináveis.
  • Se houver excursões ou festas, prepare com antecedência em vez de improvisar no dia.